Estudos de Prevalência

Publicado por 6 de Maio de 2022 em

Tutoriais e Fundamentos

Contexto 

Quantas pessoas de Campina Grande possuem câncer de pele? 

Qual a frequência de transtorno do espectro autista entre profissionais de informática no Brasil? 

Para responder perguntas como estas precisaríamos ‘contar’ os casos nas populações citadas, mas isso não seria factível, correto? 

Assim, utilizamos estudos que estimam a frequência na população por meio da contagem, mas em uma parte (amostra) representativa desta população.  

Definição 

Estudos de prevalência são estudos epidemiológicos primários que utilizam informações obtidas em um único momento da linha do tempo para estimar frequências populacionais pontuais. 

Seu principal uso é na descrição de variáveis e seus padrões de distribuição, permitindo observar uma determinada amostra em um único momento no tempo, com todos os dados coletados de forma individual e simultânea e, assim, identificar a prevalência de doenças e de variáveis que podem ou não estar associadas a estas doenças [1,2]. 

Um estudo de prevalência pode utilizar diferentes processos para coleta das informações, como bancos de prontuários de serviços de saúde, entrevistas pessoais e inquéritos on-line (como os surveys). 

Atividade prática 

Em 2019 foram identificados 500 casos de dengue no município de Morro Branco. Destes casos, 20 indivíduos faleceram devido à dengue neste mesmo ano. Calcule a prevalência de morte (taxa de morte ou mortalidade).  

Vantagens: pode ser conduzido de forma relativamente rápida a depender da amostra calculada, geralmente não exige grande recurso financeiro e pode gerar hipóteses de associação. 

Limitações: não estabelece relações temporais entre exposição e desfecho (apenas gera hipóteses), não é indicado para estudar doenças raras (baixa prevalência) ou que se modificam com o tempo (principalmente as doenças de curta duração). 

 

Autores: Fred Robson Cezar Júnior, João Pedro Cassin Scapa, Lucas Nogueira Baptista, Marcos Rodrigues Antônio, alunos de graduação da Escola Paulista de Medicina. 

Citar como: Cezar Júnior FR, Scapa JPC, Baptista LN, Antônio MR. Estudos de prevalência. Estudantes para Melhores Evidências. Cochrane. Disponível em: [adicionar link da página da web]. Acessado em: [adicionar dia, mês e ano de acesso]. 

 

Referências 

  1. Hudson JI, Pope HG Jr, Glynn RJ. The cross-sectional cohort study: an underutilized design. Epidemiology. 2005;16(3):355-9.
  2. Fletcher SW, Fletcher RH, GS Fletcher. Epidemiologia Clínica – Elementos essenciais. 5a Ed., 2014. Lippincott, Williams & Wilkins. 

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